sexta-feira, 21 de abril de 2017

F1 - UM RESUMO DA TEMPORADA ATÉ AGORA


Passadas três etapas da F1, as quais por absoluta falta de tempo não foram objetos de matérias nesse blog, vamos a um resumo do que melhor e pior aconteceu até agora. 


GP DA AUSTRÁLIA


O alvoroço causado na pré-temporada onde os especialistas apostavam numa Ferrari mais forte que a Mercedes não foi muito bem o que se confirmou no início da temporada. Ao fim do Q3 na Austrália lá estava Lewis Hamilton cravando mais uma pole.


Tudo bem que a Mercedes tem uma espécie de botão de boost que incrementa a potência do motor nos treinos além do fato de Hamilton ser um piloto extremamente rápido em voltas de classificação, mas ficou aquela sensação de mais do mesmo.


Vettel mostrou que realmente a Ferrari pode incomodar cravando a segunda posição enquanto os segundos pilotos das duas principais equipes do grid repetiam as posições de seus companheiros. Na quinta colocação deu Red Bull com Verstappen já que Daniel Ricciardo não marcou tempo. 


Na corrida Hamilton pulou na frente após a largada e liderou até a volta 17 quando fez sua parada nos boxes e acabou voltando atrás de Verstappen que o segurou por um bom tempo em ritmo mais lento enquanto Vettel assumia a liderança e construía uma boa vantagem para voltar a frente de Hamilton  após sua parada na volta 23.





Daí pra frente foi administrar a corrida até a bandeirada e ver de longe Hamilton ser ameaçado por Bottas que contava com um carro muito melhor do que o do inglês. Mas, o que se viu foi a reedição da política podre adotada pela Ferrari nos anos de Schumacher.





Finda a corrida o pódio foi formado por Vettel, Hamilton e Bottas, com Raikonnen chegando em quarto e Verstappen logo atrás. Massa chegou na sexta posição e a surpresa foram as duas Toro Rosso marcando pontos. As Force India também confirmaram a consistência da equipe e também pontuaram em 7º e 10º.


As más notícias do GP ficaram por conta do azar do piloto local Daniel Ricciardo e da péssima performance da McLaren. Apesar disso, Alonso ainda declarou após a corrida que "Era provavelmente a melhor corrida da minha vida até aquele momento (quando houve a quebra da suspensão de seu carro). Por poucas vezes eu tive um carro que não é competitivo desse jeito, sem nenhuma preparação durante os testes, tendo que economizar combustível de maneira brutal. Acho que tínhamos de aliviar 1 segundo por volta, e mesmo assim estávamos nos pontos".


     

GP DA CHINA


Na china, o duelo Mercedes e Ferrari voltou a dominar a cena, após um total marasmo nos dias de treinos livres que acabaram não ocorrendo em razão do mau tempo e da poluição do local.


Encerrada a classificação o que se teve, pelo menos nas quatro primeiras posições foi uma cópia fiel do que se viu na primeira etapa. Hamilton, Vettel, dessa vez bem mais próximo ao inglês, Bottas, a apenas um milésimo de segundo de Vettel e Raikonnen.


Logo depois a Red Bull, dessa vez com Ricciardo e Massa novamente levando a Williams a sexta posição e vendo o estreante Lance Stroll marcando o décimo tempo. 


Na largada, um fato curioso chamou a atenção de todos, o posicionamento do carro de Vettel na largada, que parou fora da grade de alinhamento, com um leve desvio para a esquerda. Eu acreditei que ou a largada seria abortada ou o alemão levaria uma punição. No fim nem uma coisa nem outra. 



Outra curiosidade foi o fato de Carlos Sainz Jr. ser o único do grid a correr com pneus lisos mesmo com a pista molhada. Foi uma trapalhada atrás da outra. De igual forma Bottas foi outro piloto que decepcionou ao rodar enquanto a corrida transcorria com o carro de segurança.


A corrida acabou sendo decidida pelo acidente de Giovinazzi que corria pela Sauber substituindo a Pascal Wherlein. Assim como nos treinos o piloto rodou na curva que dá acesso a reta dos boxes e acabou provocando a entrada do carro de segurança. Com isso quem se deu bem foi Hamilton que ainda não havia feito sua parada e aproveitou a oportunidade para retornar na liderança. 



Enquanto Raikonnen e Bottas não conseguiram repetir a performance da Austrália, as duas Red Bull marcavam o território com Verstappen e Ricciardo.


Hamilton se manteve firme na ponta e cruzou em primeiro seguido por Vettel que chegou pouco mais de seis segundos atrás tendo Max Verstappen completado o pódio em uma ótima terceira colocação, já que o rendimento de seu carro estava muito abaixo das Mercedes e Ferraris. Ricciardo, Raikonnen e Bottas foram respectivamente 4º, 5º e 6º colocados. 


Mais uma vez as duas Force India marcaram pontos e Carlos Sainz levou a Torro Rosso a sétima posição, o que acabou sendo uma recompensa pela sua atitude ousada na largada. A Haas também pontuou pela primeira vez na temporada com a oitava posição de Magnussem.


E mais uma vez as McLarens ficaram fora da zona de pontos e dessa vez de forma ainda mais vergonhosa, já que Alonso e Vandoorne abandonaram a prova. A Williams foi outra grande decepção e a falta de performance acabou gerando um péssimo clima na equipe.





GP DO BAHREIN


Na terceira etapa da temporada de F1 as surpresas já começaram na qualificação quando Bottas cravou sua primeira pole na carreira. Logo atrás Hamilton, Vettel, Ricciardo que conseguiu o feito de posicionar a Red Bull na frente da Ferrari de Raikonnen. Verstappen, Hulkemberg, Massa, Grosjean e Palmer fecharam as dez primeiras posições. Surpresa para todos foi a presença das duas Renaults no Q3.


Já na corrida um festival de lambanças e as vigarices de praxe entraram em cena. Enquanto Bottas manteve sua posição na largada, Vettel acabou ultrapassando Hamilton e assumindo o segundo lugar. Ao ver que não seria possível ultrapassar Bottas na pista, a Ferrari antecipa a parada de Vettel.

 

Pouco depois um acidente entre Sainz e Stroll provoca a entrada do safety car e os pilotos que ainda não haviam parados nos boxes aproveitaram para fazê-lo. Bottas, que liderava a prova, entrou primeiro nos boxes e Hamilton que seguia logo atrás, desacelerou deliberadamente atrapalhando Ricciardo. Graças a essa atitude o inglês recebeu uma punição de cinco segundos. 




Ao ver Vettel na ponta e a possibilidade de perder mais uma corrida, a Mercedes, que sempre se orgulhou de dizer que liberava seus pilotos para "brigar" na pista deu uma de Ferrari e numa atitude nada desportiva mandou Bottas ceder a posição para Hamilton. E o pior, por duas vezes.


Mesmo assim, graças às forças do destino ou aos deuses do esporte ou mesmo simplesmente às circunstâncias, a artimanha não vingou e a Mercedes ganhou como prêmio a expressão nada satisfeita de Bottas no pódio, demonstrando que não compactua com essas ordens de equipe que o prejudicaram sensivelmente.


Vettel acabou cruzando em primeiro com Hamilton em segundo numa diferença de pouco mais de seis segundos. Bottas chegou em terceiro completando o pódio seguido por Raikonnen, Ricciardo, Massa, Perez, Grosjean, Hulkenberg e Ocon. Pascal Wehrlein chegou numa ótima 11ª posição carregando a Sauber nas costas e provando o excelente piloto que é, apesar das especulações e tentativa de depreciá-lo por parte de alguns membros da imprensa. 
 




Demonstrando absoluto equilíbrio e potencial da equipe a Force India pontua novamente com seus dois carros. É até agora a única equipe daquelas consideradas médias que conseguiu tal feito, o que a coloca momentaneamente na quarta posição no campeonato de construtores. Do outro lado da moeda a tradicional McLaren também emplaca um infeliz repeteco: é a terceira corrida sem marcar pontos e a segunda em que nenhum de seus carros completa a prova.


A Williams vai marcando seus parcos pontos com Massa, que parece ter encontrado nova motivação nesta temporada, enquanto a Renault parece que começa encontrar o caminho das pedras. 


A bem da verdade, a Red Bull e as equipes médias parecem que ainda estão desenvolvendo seus carros, o que torna essa temporada uma grande incógnita no que diz respeito às posições intermediárias. O motor novo da Renault pode surpreender. Já a McLaren está fadada a viver sua pior temporada da história e ao que tudo indica encerrará seu projeto com a Honda.


A notícia de Fernando Alonso ir correr nas 500 Milhas no mesmo dia do GP de Mônaco e o retorno de Button pode estar escondendo alguma jogada de marketing da montadora japonesa ou até mesmo representar o fim do contrato do espanhol com a equipe, já que ele não consegue esconder seu descontentamento com a situação que está vivendo.




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