sábado, 23 de julho de 2016

O FIM DA IAM CYCLING





Fundada em 2013 por Michel Thétaz a equipe começou a disputar provas continentais e em 2015 passou a integrar o rol de equipes do World Tour. Mas, já em 2014 participou do Tour de France como equipe convidada. 


Segundo o dono da equipe ele não foi capaz de conseguir um co-patrocinador par o time e, por isso, se vê forçado a encerrar as atividades no fim deste ano, já que não considera o retorno às provas continentais depois de ter experimentado o World Tour.




Ainda há muito por ver até o fim da temporada, mas a performance de Jarlinson Pantano neste sábado pela 20ª etapa do Tour de France certamente figurará na história da equipe. 


Merecidamente o integrante da equipe ganhou o prêmio de atleta mais combativo da etapa ao resistir juntamente com seu companheiro de fuga Julian Alaphilippe até os quilômetros finais; ver o ataque de Nibali e seguir junto dele até ambos serem ultrapassados pelo vencedor Izaguirre. 


Mesmo vendo o atleta da Movistar se distanciando, Pantano seguiu firme morro abaixo quando perdeu uma curva e quase caiu em um desfiladeiro. Mesmo tendo que parar completamente a bike para evitar o acidente ainda teve forças para retornar à prova e chegar em segundo.







E o Tour acabou....



Após 21 dias de disputas, se encerra o Tour de France em sua versão 2016. Não se trata do encerramento oficial, já que amanhã temos a etapa que vai de Chantilly à Paris em um percurso praticamente plano onde todos os ciclistas vão se divertir a toda velocidade após um sofrimento intenso nos morros que fizeram parte das 20 etapas da competição.


Durante os últimos dias vimos de tudo. De torcedor tomando murro até ciclista correndo sem bike, ambos os fatos protagonizados pelo campeão Chris Froome. De dolorosos abandonos como o de Contador e Dumolan à corridas cerebrais como as de Peter Sagan e Rafal Majka ambos da Tinkoff, que ficaram com a camisa verde e branca com bolas vermelhas respectivamente.

 

Vimos tombos fantásticos e superação de atletas lesionados levando suas bikes até a linha de chegada e a força da equipe Movistar que apesar de não fazer o campeão, levou o título por equipes.


Na 20ª etapa, debaixo de chuva, vimos a superação do colombiano Pantano que foi além de suas forças para conquistar um emocionante segundo lugar. E a vitória de Izaguirre que partindo do pelotão que perseguia a fuga, arrebentou na última montanha, vencendo o clima e seus adversários para cruzar em primeiro.




Mas, acima de tudo, vimos uma equipe que no Tour demonstrou ser imbatível.  A Sky de Froome controlou a prova como quis e, ao contrário das demais, seguiu firme a estratégia de fazer o campeão sair de suas fileiras. Por mais que as equipes adversárias tentassem, ao final de cada etapa, lá estava a Sky na frente do pelotão.

E o campeão desse ano realmente mereceu o título. Ele ganhou etapa de contra-relógio, que não é sua especialidade. Ele escalou como poucos. Bateu na motocicleta da organização, caiu, correu sem bike e quase viu o sonho do título ir por água abaixo. Caiu novamente e recebeu de seu companheiro de equipe uma bike que não estava configurada para ele e foi até o fim com ela. E, além disso tudo, ainda protagonizou o momento "bad boy" acima mencionado, justo na etapa em que ganhou a camisa amarela.



Mas no fim, valeu cada gota de suor derramado. Froome leva o título de 2016 e segue firme para a Rio 2016... mas antes vai desfilar em Paris tomando champagne sobre sua bike. Sua companheira de título com quem passou por bons e maus momentos até a glória.

Não estava torcendo por Froome, mas tenho que reconhecer que neste Tour venceu o melhor! Parabéns Christopher Froome! E até a próxima volta.




sábado, 16 de julho de 2016

Foreigner - I Want To Know What Love Is (feat. Nate Ruess)

E olhem o que a Atlantic Records acabou de mandar no meu mail. Um clássico (muito bem) revisitado. Vale a pena conferir.






E como nunca tinha ouvido falar em Nate Ruess resolvi conhecer outras obras do cantor e me deparei com essa canção feita para a série Vinyl da HBO. 


Ahhhh os anos 70. Se pudesse voltar pra lá...  

domingo, 3 de julho de 2016

GP DA ÁUSTRIA DE F1 OU A VOLTA DAS VIGARICES



O GP da Áustria tinha tudo para ser um dos mais emocionantes da temporada 2016, mas, como no passado, foi palco de mais uma vigarice.


Hoje ficou comprovado que a Mercedes GP não consegue controlar seus pilotos e deve, na minha modesta opinião, pensar seriamente se libera a briga entre eles ou se muda a dupla para a temporada 2017. Isso porque, a continuar da forma que está, alguém poderá sair seriamente ferido nas verdadeiras babaquices que estão sendo feitas na pista pelos dois.


Já havia acontecido antes na Espanha e hoje, Hamilton, na última volta da corrida e nitidamente com mais ação, ao tentar uma ultrapassagem sobre Rosberg deliberadamente bateu seu carro no dele, praticamente tirando-o da prova. Enquanto isso, nos boxes da Mercedes, a TV flagrou Toto Wolff esmurrando a mesa ao ver a cena, sem conseguir esconder a irritação com os comandados.






O prejuízo só não foi maior porque se arrastando como uma lesma Rosberg ainda conseguiu chegar em quarto e manter a liderança do campeonato. 




Mas o GP também reservou bons momentos para o telespectador, tais como ver Felipe Nasr segurando uma improvável sétima posição até o momento de trocar pneus na 47ª volta. Vimos Vettel em uma estratégia agressiva permanecer na pista muito além do que devia e ter seu pneu traseiro direito estourado, bem na reta dos boxes e rodar bem na frente do líder Rosberg.





Acompanhamos também Jeson Button levando sua McLaren aos pontos de forma heróica, segurando carros muito mais fortes que o seu. Max Verstappen e Kimi Raikkonen também proporcionaram alguma emoção, mas as posições não se alteraram até o final e, juntamente com Hamilton, completaram o pódio em segundo e terceiro respectivamente. 



Já no pódio Lewis Hamilton foi vaiado pela torcida que viu claramente, assim como qualquer pessoa que entenda minimamente de automobilismo, que o toque em Rosberg foi deliberado. Mas, ao que tudo indica, estamos todos errados pois, além do prejuízo sofrido na pista Nico ainda tomou 30 segundos de punição da direção de prova.  Em que pese a punição não ter alterado o resultado da corrida, se querem tanto, deem logo a taça de 2016 para Hamilton.



Atualizando....

Segue o link para a vaia no pódio acima relatada.

https://youtu.be/cshN4afI2lo

TOUR DE FRANCE - 2ª ETAPA



Neste domingo aconteceu a 2ª etapa do Tour de France, com um percurso de 183km entre Saint-Lô e Cherbourg-en-Cotentin, também formado majoritariamente por planícies, pequenas descidas e subidas.


A largada aconteceu por volta das 7:44h no horário local da França e transcorreu de forma tranquila, com a fuga formada por Cesare Benedetti e Paul Voss (ambos da Bora-Argon 18), Jasper Stuyven (Trek-Segafredo) e Vegard Breen (Fortuneo-Vital Concept) rapidamente abrindo grande distância para o pelotão.


A prova se desenvolvia normalmente quando na altura do Km 60 Alberto Contador envolveu-se novamente em um acidente e sofreu outra queda. Não tem sido um início de competição favorável para o ciclista, que é apontado pelos especialistas como um dos favoritos para vencer o Tour. Além dele Angel Vicioso (Katusha), Warren Barguil e Tony Martin.


No início da transmissão era possível ver uma fuga muito bem delineada, há mais de cinco minutos do pelotão que vinha compacto e de forma bem cadenciada, evitando forçar desnecessariamente. A diferença entre a fuga e o pelotão, aliás, chegou a seis minutos e meio.



Faltando cerca de 76 km para o fim da etapa, os ciclistas da fuga passaram pelo sprint intermediário, sendo que Cesare Benedetti acabou sendo o vencedor, levando 20 pontos para casa, seguido por Paul Voss que levou 17 pontos para sua conta.  


O que se pôde notar durante grande extensão da prova é que as equipes pareciam muito mais organizadas para levar seus principais atletas à parte final. 



Apesar dessa organização, a enorme diferença ente a fuga e o pelotão dava a entender que os ciclistas não seriam capazes de alcançar os atletas que seguiam a frente, mas há cerca de 10km da chegada a própria fuga começou a se desmantelar com Jasper Stuyven dando uma incrível arrancada e deixando os outros ciclistas para trás.



Mais uma vez a chegada foi inesperada. Somente a menos de 1 km do final o pelotão conseguiu superar o ciclista belga da Trek, o único que restou da fuga. E daí pra frente foi um ritmo frenético até cruzarem a linha com o ciclista Julian Alaphilippe da Etixx liderando até poucos metros da chegada quando foi superado por Peter Sagan, vencedor da etapa. Em terceiro chegou outro favorito para vencer o Tour, Alejandro Valverde da Movistar.





O curioso é que na entrevista, o ciclista da Tinkoff confessou que ficou surpreso ao saber que era o vencedor da etapa, pois não chegou a ver quando o pelotão tinha superado Stuyven.


Ao final a distribuição das camisas na etapa ficou da seguinte forma:

Amarela e Verde: Peter Sagan (Tinkoff), mas quem vai vestir a verde amanhã é Mark Cavendish que é o segundo ciclista com mais pontos no Tour.

 


Branca com bolas vermelhas: Jasper Stuyven (Trek Segafredo), tendo levado ainda o prêmio de ciclista mais combativo da etapa.





Branca: Julian Alaphilippe (Etixx) 




sábado, 2 de julho de 2016

TOUR DE FRANCE 2016




Começou neste sábado o Tour de France 2016 com quase 200 ciclistas distribuídos em 22 equipes que largaram de Mont-Saint-Michel e percorreram 188 km até Utah Beach (um dos locais de desembarque das tropas aliadas na Normandia no Dia D, no fim da 2ª Guerra Mundial) / Saint-Marie-du-Mont. 


Parte da cerimônia de abertura do Tour de France com a esquadrilha da fumaça francesa com Mont-Saint-Michel ao fundo


Da esquerda para direita: Mark Cavendish (Dimension Data); Arthur Vichot (FDJ); Peter Sagan (Tinkoff); Christopher Froome (Sky); Vicenzo Nibali (Astana); Alberto Contador (Tinkoff) e Nairo Alexander Quintana (Movistar) alinhados na largada para foto promocional


A largada de Mont-Saint-Michel


Quando a transmissão se iniciou a fuga estava a frente do pelotão com quatro ciclistas se alternando na liderança no traçado praticamente plano da etapa, Jan Barta, Leigh Howard, Anthony Delaplace e Alex Howes. E o curioso é que por mais força que fizessem não conseguiam abrir sequer um minuto em relação ao segundo e único pelotão que seguia com certa tranquilidade atrás.

A etapa transcorria normalmente quando na altura do km 107 um dos grandes nomes do Tour, Alberto Contador, caiu ao bater no canteiro central da pista. Apesar dos ferimentos e da necessidade de trocar a bike e a sapatilha, Contador seguiu firme até seus companheiros de equipe que o aguardavam e o ajudaram a reintegrar o pelotão. 





Mais a frente Contador foi atendido pela equipe médica e enquanto era enfaixado aproveitou para se apoiar no carro médico e ganhar alguns quilômetros.



Em La Haye, faltando aproximadamente 60km para o fim da prova os quatro ciclistas acima mencionados encararam um sprint intermediário e quem se deu bem foi Anthony Delaplace que cruzou a linha intermediária a frente dos demais. Logo depois Delaplace e Howes abriram 12 segundos para Barta e Howard e logo depois o pelotão os engoliu.  


E quando se achava que o pelotão iria acabar com a fuga, o que se viu foi um controle absoluto dos ciclistas, mantendo sempre menos de um minuto de diferença para os dois únicos ciclistas que resistiram na frente. 


O pelotão desde a altura do km 88 manteve o controle sobre a fuga

Esse controle aliás, durou muito mais tempo que o habitual em outras provas, pois quando se acreditava que no quilômetro 10 haveria apenas um pelotão, somente cinco quilômetros à frente é que a fuga foi neutralizada.

A partir daí o que se viu foi a organização das equipes para o bote final sendo que a Movistar, a Sky, a Etixx e a Lotto Soudal comandavam todo o resto, com alguns ciclistas de outas equipes se infiltrando entre os blocos das equipes entre eles Peter Sagan da Thinkoff e Mark Cavendish da Dimension Data.

No último quilômetro veio o sprint final dos aspirantes ao título da etapa que quase todos apostavam que pertenceria a Marcel Kittel pois além de especialista neste tipo de traçado era o ciclista mais forte no pelotão da frente. 

E quando as expectativas pareciam se tornar realidade Peter Sagan começou uma arrancada inesperada e assumiu a liderança da prova, mas não teve forças para segurar até o final e viu Mark Cavendish ultrapassá-lo para vencer a etapa de forma magistral.

E o ciclista da Tinkoff acabou tendo de se contentar com a terceira posição pois Marcel Kittel também o ultrapassou e conseguiu chegar dois segundos a sua frente.






Foi emocionante ver um ciclista que teve um passado recente de muitas glórias, mas não figurava entre os favoritos para essa prova. Vale frisar que a equipe Dimension Data não conseguiu formar sua fileira assim como as demais, sendo que somente um dos ciclistas do time conseguiu acompanhar Cavendish até o final.


Encerrada a etapa, tivemos a tradicional premiação para os vencedores do dia.





Mark Cavendish em quatro momentos: Saudado pelo Príncipe Albert de Mônaco, recebendo a camisa amarela de líder geral, com sua filha, recebendo o troféu de vencedor da etapa e com a camisa verde, dada ao ciclista que acumula mais pontos (bela coleção logo na primeira etapa)


Anthony Delaplace, o héroi da fuga, recebendo o prêmio de ciclista mais combativo da etapa. 


A camisa branca, que premia o melhor ciclista até 25 anos, foi para Edward Thenus


O escalador Paul Voss garantiu a famosa camisa branca com bolas vermelhas do Tour. Por incrível que pareça ele não figura entre os favoritos para vesti-la.