sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Sobre Sebastian Vettel...
Nas últimas andanças pelas redes sociais, mais precisamente nos grupos especializados em F1 dos quais participo, tenho visto grande parte dos componentes se manifestarem de forma depreciativa em relação a Sebastian Vettel toda vez que ele é o tema do tópico ou mesmo quando seu nome é citado em um debate.
Puxei pela memória e fui buscar nos meus arquivos alguns dados sobre o alemão para fazer um juízo de valor mais apurado e tentar fazer uma análise mais racional sobre sua carreira e performance ao longo dos anos. Limitei a pesquisa apenas a seus anos da Formula 1, sem considerar os demais resultados antes dele ingressar na categoria máxima do automobilismo ou sobre competições das quais ele tem o costume de participar, como sobre a Race Of Champions, por exemplo.
Finda a pesquisa, acredito que consegui fazer uma análise totalmente isenta sobre o piloto. Ao final cada um dos visitantes pode tirar sua própria conclusão e os comentários serão bem vindos.
O alemão estreou na F1 em 2007 pela BMW Sauber, uma equipe de grande potencial que certamente o proporcionou marcar seus primeiros pontos em sua primeira corrida, algo raro se formos buscar na história do esporte.
Apesar de ter participado apenas de uma corrida (quando substituiu Kubica que havia se acidentado no Canadá), Vettel marcou seu território e já na mesma temporada estreava como piloto da Toro Rosso. Pelo time satélite da Red Bull, em 2007, Vettel levou o combalido STR2 aos pontos com um quarto lugar na China. Convenhamos que não é algo que ocorreria em circunstâncias normais.
No ano seguinte, foi do inferno ao céu. No início da temporada, correndo com o STR2B uma "evolução" do carro de 2007, Vettel conseguiu terminar apenas uma corrida, mesmo assim em 17º lugar. Bastou a equipe entregar-lhe um novo equipamento, o STR3, para o alemão mostrar todo seu talento. Estreando em Mônaco, Vettel marcou pontos em quase todas as provas e ainda venceu o GP de Monza debaixo de um dilúvio que deixou muito marmanjo bom de chuva andando devagar.
Ao fim da temporada Vettel somava 35 pontos e alcançava o oitavo lugar no mundial de pilotos. Penso que pela pouca idade e pouco equipamento é uma performance fantástica e me atrevo a considerar que esta pode ser considerada sua melhor temporada, levando-se em consideração o quesito equipamento x resultado.
Claro que essa incrível performance chamou a atenção da equipe principal e em 2009 Vettel era anunciado como piloto da Red Bull. Naquele ano, mesmo com o domínio absurdo da Brawn GP no início da temporada, a coisa quase desanda para a equipe de Button e Rubinho, já que Vettel deu um verdadeiro calor no inglês, somando quatro vitórias na temporada e o vice campeonato que, repito, só não se tornou título em razão do domínio desproporcional da Brawn, conseguido graças a uma brecha do regulamento.
Em 2010 veio finalmente a consagração de um talento. Ao contrário do que muitos podem pensar não foi uma temporada fácil para a Red Bull, já que a Ferrari contava com Alonso e andava de forma bem parelha. Tanto é verdade que o título só foi decidido na última corrida. E ainda tinha a McLaren correndo por fora com Hamilton e Button que conseguiram seis vitórias na temporada.
2011 foi um ano relativamente tranquilo, onde o domínio da Red Bull foi muito acentuado, tanto é assim que Vettel somou 11 vitórias e Webber seu companheiro venceu o GP do Brasil totalizando 12 vitórias para a equipe em 19 GP's.
Chegamos então em 2012, ano em que Vettel conquistou o tricampeonato. Assim como em 2010, aqui não teve moleza. As vitórias minguaram (apenas 5) e a briga com Fernando Alonso foi dura. O espanhol deu calor em Vettel até a última prova no Brasil. Incrível o poder de reação de Vettel nessa prova uma vez que após sofrer um acidente na largada e rodar caiu para a 22ª posição, mas conseguiu se recuperar e chegar em sexto lugar, o que precisava para ser campeão.
O tetra veio em 2013 e esse sim foi extremamente fácil para Vettel. Foram 13 vitórias nas 19 corridas da temporada, além disso o alemão ainda conseguiu três pódios com um segundo e dois terceiros lugares. Mesmo Alonso e a Ferrari não fizeram frente ao domínio da equipe rubro taurina que faturou também o título de construtores com a margem de 236 pontos de frente para a Mercedes que começava a se destacar.
Quando se pensou que Vettel partiria para seu quinto título a F1 abre sua caixa de surpresas e mostra um domínio absurdo da Mercedes em 2014, com 16 vitórias em 19 corridas, sendo 11 de Lewis Hamilton e 5 de Rosberg. E as outras três vitórias foram conquistadas pela segunda surpresa da temporada, o australiano Daniel Ricciardo. O discreto piloto da Toro Rosso chegou ao cockpit da Red Bull como companheiro de Vettel e praticamente o anulou na temporada. Não se sabe ao certo o que aconteceu com Vettel naquela temporada, mas ele se mostrava visivelmente incomodado com a situação dentro da equipe, o que piorou bastante quando ele anunciou sua ida para a Ferrari.
Em 2015, parecia que estávamos vendo um VT da temporada de 2014, mas apenas no tocante à Mercedes, porque um renovado Vettel catapultou a Ferrari à segunda força do grid. Com três vitórias e mais 10 pódios Vettel teve o prazer de relembrar seus primeiros anos na Red Bull e sua performance dava a entender que ele estava no caminho do seu tão sonhado quinto título. Vettel terminou em terceiro nesta temporada, o máximo que podia fazer contra as imbatíveis flechas de prata.
Finalmente, chegamos a 2016. E aqui confesso que tive uma surpresa. Em uma temporada em que Vettel foi mais notado pelas reclamações captadas pelo rádio nas transmissões das corridas do que pela sua pilotagem, concluo que dentro das limitações da Ferrari Seb fez uma excelente temporada. Foram 7 pódios com 3 segundos lugares e 4 terceiros, o que lhe rendeu a quarta posição no campeonato de pilotos e a terceira posição no mundial de construtores para a Ferrari, já que Kimi também andou visitando o pódio em quatro oportunidades.
Como dito no início da matéria, aqui procurei fazer uma análise totalmente isenta da performance do piloto e os números não deixam dúvidas de que Vettel é sim um dos mais talentosos pilotos da história da F1. Dos quatro títulos conquistados, apenas um, o de 2013, pode ser atribuído à falta de combatividade das outras equipes.
Ademais, sua atuação na estréia pela BMW e também na Toro Rosso são suficientes para provar seu talento. Nos dois últimos anos tem sofrido com uma Ferrari que está longe de ser a equipe imbatível dos cinco títulos de Schumacher. Até mesmo em seu pior ano na F1, em 2014, quando sofreu com seu companheiro de equipe e com o motor Renault, Vettel cravou quatro pódios e ajudou a Red Bull a ficar com a segundo posição no mundial de construtores.
Neste ano Vettel completará 10 anos de carreira na F1. Como sabemos houve uma série de mudanças visando dar mais competitividade à categoria. Quem sabe Vettel não encontra sua melhor forma e faz as pazes com a vitória. Vamos conferir ao longo da temporada.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
12 HORAS DE BATHURST - ENDURANCE NA TERRA DOS CANGURUS
LIQUI-MOLY BATHURST 12 HOUR
AUSTRALIA’S INTERNATIONAL ENDURANCE RACE
03-05 FEBRUARY 2017
Entre os dias 3 e 5 de fevereiro de 2017 aconteceu na Austrália, mais precisamente na cidade que da nome à prova e situa-se no sul do país mais uma prova das famosas provas que endurance que fazem um preview para o FIA WEC.
As 12 horas de Bathurst já se tornaram uma tradicional prova do calendário das corridas de turismo do mundo, contando com apoio de equipes de fábrica e várias das mais prestigiadas marcas de veículos do planeta. Para se ter uma ideia da força da competição, esse ano 61 carros alinharam no grid.
E foi exatamente uma das mais prestigiadas marcas, senão a mais popular de todas, quem faturou o primeiro lugar geral da prova deste ano.
A Ferrari 488 GT3 nº 88 de Tony Vilander, Craig Lowndes e Jamie Whincup completou a prova em 12:00:36.966h superando inclusive carros de categorias superiores como os Porsche GT3 R da classe APA.
Por falar em Porsche a marca de Sttutgart fez bonito de novo. Após faturar as 24h de Daytona chegou na segunda colocação em Bathurst e mostrando que vai dar trabalho este ano.
E como em toda prova de endurance, um desfile de supercarros com roupagem esportiva. Um misto de beleza e potência que inebria.
Assinar:
Postagens (Atom)



































