sexta-feira, 10 de junho de 2016

BOOZE CONTROL - THE LIZARD RIDER





Cada vez que descubro uma joia rara como a que estou prestes a apresentar para os leitores desse blog, fico imaginando que se não fosse a criação da internet, provavelmente jamais teríamos contato com tanto material de qualidade no que se refere ao rock e seus derivados, ainda mais atualmente, quando estes perdem cada vez mais espaço na terra brasilis.


Prestadas então as devidas homenagens a Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, rendo outras de igual magnitude ao BOOZE CONTROL, essa fantástica banda oriunda de Braunschweig, Alemanha (não sei onde fica, mas deve ter uma cerveja boa lá. Prometo que dou notícias por aqui), que pratica um heavy metal clássico de primeiríssima qualidade. 



Até aí nenhuma novidade, você pode estar pensando... Mas, o mais intrigante é que esse álbum foi lançado em abril desse ano e pelo que pesquisei até agora o Booze é pouco conhecido fora de seus domínios, até mesmo por parte da mídia especializada, apesar deste ser o segundo full lenght da banda. E adivinhe qual o título do primeiro... HEAVY METAL (em breve neste blog, se eu conseguir parar de ouvir The Lizard Rider).


E o que mais me chamou atenção neste trabalho foi justamente ele não trazer nenhuma inovação. Ao contrário, mesmo com toda tecnologia disponível a banda pratica um som mais simplista, bem ao estilo das bandas da década de 80, quando o heavy começava a ganhar projeção mundial.


Você vai encontrar ao longo das dez faixas de The Lizard Rider todo tipo de referência que você já está "cansado" de ouvir e vai pensar o quanto é bom rever todas elas com essa roupagem nada atualizada.


Guitarras e baixos marcantes em todas as faixas e a batera fazendo uma marcação sólida, porém sem frescuras, são a tônica do trabalho. Some-se a isso um vocal limpo mas que dá conta do recado e apresenta boas variações entre as faixas. 


O disco abre com The Wizard, um belo cartão de visitas para introduzir o que está por vir. Na sequência, Vile Temptress vai fazer você pensar que está ouvido os primeiros álbuns do Maiden.


A viagem ao passado continua com Lead The Trail, passa pela semi-balada Nevermore para retomar o gás com Rats In The Wall, Gravelord, Metal Frenzy, Vera, Fury Road (que poderia ser incluída na trilha do último Mad Max) e encerrar magistralmente num flerte (bem a distância) com King Diamond em algumas passagens de Exciter.


Formada por uma trupe competente em seus respectivos instrumentos a Booze Control conta com David Kuri nos vocais e guitarra, Jendrik Seiler na guitarra solo (onde manda muito bem), Steffen Kurth no baixo (outra fera) e Lore Jilge na bateria. Apesar de ainda não serem conhecidos do grande público, creio que com um trabalho de divulgação bem feito a banda tem tudo para alcançar o seu merecido sucesso, posto que se propõe a ser mais do que um clone das bandas oitentistas de heavy. 



Já nem sei quantas vezes ouvi The Lizard Rider, e até agora não sou capaz de apontar um destaque dada a coesão apresentada nas faixas do álbum. A arte da capa foi cuidada com muito esmero por Dimitar Nikolov e assim como o logo traz todo aquele clima das primeiras bandas do gênero. E nisso também são coerentes com a proposta de trabalho.






Se você também se sente deslocado no tempo e pede uma chance de voltar aos gloriosos anos 80, embarque nessa máquina do tempo alemã e boa viagem!!!


A propósito, não resisti e acabei pesquisando algumas marcas de cerveja da cidade natal da banda. E como qualquer cidade da Alemanha parece que Braunschweig é também uma grande cervejaria. Dentre as várias opções estão esses dois rótulos aí para quem quiser ir além da experiência musical. 

 

 

 









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