Claro que essa incrível performance chamou a atenção da equipe principal e em 2009 Vettel era anunciado como piloto da Red Bull. Naquele ano, mesmo com o domínio absurdo da Brawn GP no início da temporada, a coisa quase desanda para a equipe de Button e Rubinho, já que Vettel deu um verdadeiro calor no inglês, somando quatro vitórias na temporada e o vice campeonato que, repito, só não se tornou título em razão do domínio desproporcional da Brawn, conseguido graças a uma brecha do regulamento.
Em 2010 veio finalmente a consagração de um talento. Ao contrário do que muitos podem pensar não foi uma temporada fácil para a Red Bull, já que a Ferrari contava com Alonso e andava de forma bem parelha. Tanto é verdade que o título só foi decidido na última corrida. E ainda tinha a McLaren correndo por fora com Hamilton e Button que conseguiram seis vitórias na temporada.

2011 foi um ano relativamente tranquilo, onde o domínio da Red Bull foi muito acentuado, tanto é assim que Vettel somou 11 vitórias e Webber seu companheiro venceu o GP do Brasil totalizando 12 vitórias para a equipe em 19 GP's.
Chegamos então em 2012, ano em que Vettel conquistou o tricampeonato. Assim como em 2010, aqui não teve moleza. As vitórias minguaram (apenas 5) e a briga com Fernando Alonso foi dura. O espanhol deu calor em Vettel até a última prova no Brasil. Incrível o poder de reação de Vettel nessa prova uma vez que após sofrer um acidente na largada e rodar caiu para a 22ª posição, mas conseguiu se recuperar e chegar em sexto lugar, o que precisava para ser campeão.

O tetra veio em 2013 e esse sim foi extremamente fácil para Vettel. Foram 13 vitórias nas 19 corridas da temporada, além disso o alemão ainda conseguiu três pódios com um segundo e dois terceiros lugares. Mesmo Alonso e a Ferrari não fizeram frente ao domínio da equipe rubro taurina que faturou também o título de construtores com a margem de 236 pontos de frente para a Mercedes que começava a se destacar.

Quando se pensou que Vettel partiria para seu quinto título a F1 abre sua caixa de surpresas e mostra um domínio absurdo da Mercedes em 2014, com 16 vitórias em 19 corridas, sendo 11 de Lewis Hamilton e 5 de Rosberg. E as outras três vitórias foram conquistadas pela segunda surpresa da temporada, o australiano Daniel Ricciardo. O discreto piloto da Toro Rosso chegou ao cockpit da Red Bull como companheiro de Vettel e praticamente o anulou na temporada. Não se sabe ao certo o que aconteceu com Vettel naquela temporada, mas ele se mostrava visivelmente incomodado com a situação dentro da equipe, o que piorou bastante quando ele anunciou sua ida para a Ferrari.

Em 2015, parecia que estávamos vendo um VT da temporada de 2014, mas apenas no tocante à Mercedes, porque um renovado Vettel catapultou a Ferrari à segunda força do grid. Com três vitórias e mais 10 pódios Vettel teve o prazer de relembrar seus primeiros anos na Red Bull e sua performance dava a entender que ele estava no caminho do seu tão sonhado quinto título. Vettel terminou em terceiro nesta temporada, o máximo que podia fazer contra as imbatíveis flechas de prata.

Finalmente, chegamos a 2016. E aqui confesso que tive uma surpresa. Em uma temporada em que Vettel foi mais notado pelas reclamações captadas pelo rádio nas transmissões das corridas do que pela sua pilotagem, concluo que dentro das limitações da Ferrari Seb fez uma excelente temporada. Foram 7 pódios com 3 segundos lugares e 4 terceiros, o que lhe rendeu a quarta posição no campeonato de pilotos e a terceira posição no mundial de construtores para a Ferrari, já que Kimi também andou visitando o pódio em quatro oportunidades.

Como dito no início da matéria, aqui procurei fazer uma análise totalmente isenta da performance do piloto e os números não deixam dúvidas de que Vettel é sim um dos mais talentosos pilotos da história da F1. Dos quatro títulos conquistados, apenas um, o de 2013, pode ser atribuído à falta de combatividade das outras equipes.
Ademais, sua atuação na estréia pela BMW e também na Toro Rosso são suficientes para provar seu talento. Nos dois últimos anos tem sofrido com uma Ferrari que está longe de ser a equipe imbatível dos cinco títulos de Schumacher. Até mesmo em seu pior ano na F1, em 2014, quando sofreu com seu companheiro de equipe e com o motor Renault, Vettel cravou quatro pódios e ajudou a Red Bull a ficar com a segundo posição no mundial de construtores.
Neste ano Vettel completará 10 anos de carreira na F1. Como sabemos houve uma série de mudanças visando dar mais competitividade à categoria. Quem sabe Vettel não encontra sua melhor forma e faz as pazes com a vitória. Vamos conferir ao longo da temporada.
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