quarta-feira, 30 de novembro de 2016

F1 TEM UM NOVO CAMPEÃO

Certamente o título de 2016 da Formula1 foi um dos mais difíceis de se concretizar nos últimos dez anos. Isso porque até a última volta do GP de Abu Dabi o panorama da corrida poderia mudar e, consequentemente, poderíamos ver também o título mudar de mãos.




Numa corrida de pura estratégica, Hamilton diminuiu seu ritmo a fim de segurar todo o pelotão e fazer com que os carros que vinham atrás dele e de Rosberg chegassem o mais perto possível para ameaçar o seu companheiro de equipe.

A manobra do inglês se revelou muito eficaz pois nas últimas cinco voltas da corrida não era possível sequer arriscar quem venceria o GP, dada a proximidade dos carros de Hamilton, Rosberg, Vettel e Verstappen.

Vettel, aliás, fez uma corrida brilhante. Fez a primeira troca junto com a Mercedes, mas conseguiu poupar seu set durante muitas voltas, o que fez com que na segunda parada já faltando menos de vinte voltas, fosse possível colocar o pneu super macio (vermelho) e partisse para o ataque, ultrapassando Raikonnen e Verstappen. O piloto da Ferrari só não conseguiu ultrapassar Rosberg porque a corrida terminou. Mas mesmo nas duas últimas voltas ele já conseguia abrir a asa e se aproximar perigosamente de seu compatriota.

Eu confesso que torci para que a Formula1 tivesse um novo campeão, apesar de ser clara a atitude de Rosberg de não querer arriscar nada nas três últimas corridas e, com isso, tirar um pouco do brilho de seu título. Ainda acredito no campeão que vai pra cima, independente do risco. Mas o regulamento está aí não só pra ser respeitado, mas também para se aproveitar dele quando for conveniente. E isso a Mercedes e Rosberg sabem fazer muito bem.




Yas Marina viu também o adeus de dois grandes pilotos que construíram belas carreiras na Formula1. Jenson Button, usando o capacete alusivo àquele com o qual ele ganhou o título de 2009 acabou quebrando a suspensão de sua Mc Laren e não chegou a completar a prova. E o nosso grande Felipe Massa terminou mais uma vez na zona de pontuação, levando sua combalida Williams à 9ª posição, ganhando mais dois pontos. Analisando friamente foi um bom ano para o brasileiro, diante do equipamento que teve em mãos. Ambos vão deixar muita saudade pela forma limpa com que pilotavam e por humanizar o sisudo ambiente da F1.

Não sei o que esperar para 2017, mas se as coisas não mudarem radicalmente dá pra cravar o quarto título de Hamilton antes mesmo da primeira corrida. A forma com que ele terminou o campeonato, brigando pelo título contra todas as adversidades e chegando até a última corrida com chances reais de ser campeão, dão uma ideia do apetite que o inglês vai ter ano que vem.







De outro lado, se as novas regras realmente diminuírem a diferença entre as três grandes equipes, poderemos esperar uma das mais emocionantes temporadas da categoria máxima do automobilismo, pois temos seguramente seis pilotos aptos a vencer (Hamilton, Rosberg, Ricciardo, Verstappen, Vettel e Raikonnen) além de outros que devem incomodar (Bottas, Alonso, Vandoorne e Stroll). E como seria bom ver a McLaren entrando novamente na briga pelas primeiras posições no campeonato de construtores. Como seria bom ver o Alonso vencendo novamente.

Março ainda está longe, mas a saudade da F1 já começou. Aqui no blog vamos acompanhar os testes e o lançamento das equipes sempre que forem acontecendo. Vamos torcer muito também para que Felipe Nasr consiga um lugar no grid, mesmo que seja na Manor. O que não seria legal é não ter nenhum brasileiro no grid.


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