domingo, 2 de outubro de 2016

FORMULA 1 - GP DA MALÁSIA 2016

Por mais maçante que esteja a Formula 1 com o domínio total da equipe Mercedes sobre as demais, ainda podemos nos surpreender com algumas reviravoltas quando a situação de uma corrida parece absolutamente sob controle. Foi o que aconteceu na madrugada de hoje.



Hamilton se mostrou praticamente imbatível desde a qualificação com um tempo magnífico e a quebra do record da pole position do circuito que pertencia a Schumacher nos áureos tempos da Ferrari. Essa hegemonia do britânico se confirmou ainda mais logo após a largada, quando Vettel numa atitude no mínimo imprudente saiu tocando em todo mundo e fez Rosberg ver o mundo ao contrário.



O alemão da Mercedes ficou em último lugar antes mesmo do complemento da primeira volta enquanto Hamilton seguia firme na liderança. E assim permaneceu até 15 voltas do final quando o motor de sua Mercedes abriu o bico e o deixou a pé. Frustração total de quem estava fazendo um trabalho brilhante para conquistar mais uma vitória e retomar a liderança do campeonato de pilotos.



Azar de Hamilton, sorte de Rosberg! Sim, porque o toque com Vettel na largada poderia ter danificado a Mercedes do alemão, assim como acabou gerando a quebra da suspensão dianteira do piloto da Ferrari. Como se não bastasse isso, na ultrapassagem sobre Raikonnen, mais um toque entre Mercedes e Ferrari e nenhum estrago relevante na flecha de prata. Apesar de render uma punição de 10 segundos a Rosberg, ele ainda conseguiu abrir vantagem suficiente sobre o próprio Raikonnen e garantir o terceiro lugar que havia conquistado na pista. No fim das contas, o cenário que apontava a perda da liderança do campeonato para o companheiro de equipe se transformou em uma diferença de quase uma corrida em favor de Nico.


Alheios a tudo isso, Daniel Ricciardo e Max Verstappen levavam suas Red Bull a primeira e merecida dobradinha do ano. A equipe que dominou a formula1 num passado recente, mais precisamente antes das novas regras, mostra que com uma unidade de potência à altura da Mercedes pode fazer frente às flechas de prata. Vale destacar também as investidas de Verstappen sobre Riccardo na briga pelo primeiro lugar onde vimos um show de pilotagem de ambos. 



Resumo da ópera: o que tinha tudo pra ser uma das mais monótonas etapas da F1 deste ano acabou se tornando uma das melhores corridas da temporada. Ainda mais com o estranho costume australiano de celebrar a vitória tomando champagne dentro da sapatilha. Imagina como estava a "taça" depois de 56 voltas num calor infernal...



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