sábado, 2 de julho de 2016

TOUR DE FRANCE 2016




Começou neste sábado o Tour de France 2016 com quase 200 ciclistas distribuídos em 22 equipes que largaram de Mont-Saint-Michel e percorreram 188 km até Utah Beach (um dos locais de desembarque das tropas aliadas na Normandia no Dia D, no fim da 2ª Guerra Mundial) / Saint-Marie-du-Mont. 


Parte da cerimônia de abertura do Tour de France com a esquadrilha da fumaça francesa com Mont-Saint-Michel ao fundo


Da esquerda para direita: Mark Cavendish (Dimension Data); Arthur Vichot (FDJ); Peter Sagan (Tinkoff); Christopher Froome (Sky); Vicenzo Nibali (Astana); Alberto Contador (Tinkoff) e Nairo Alexander Quintana (Movistar) alinhados na largada para foto promocional


A largada de Mont-Saint-Michel


Quando a transmissão se iniciou a fuga estava a frente do pelotão com quatro ciclistas se alternando na liderança no traçado praticamente plano da etapa, Jan Barta, Leigh Howard, Anthony Delaplace e Alex Howes. E o curioso é que por mais força que fizessem não conseguiam abrir sequer um minuto em relação ao segundo e único pelotão que seguia com certa tranquilidade atrás.

A etapa transcorria normalmente quando na altura do km 107 um dos grandes nomes do Tour, Alberto Contador, caiu ao bater no canteiro central da pista. Apesar dos ferimentos e da necessidade de trocar a bike e a sapatilha, Contador seguiu firme até seus companheiros de equipe que o aguardavam e o ajudaram a reintegrar o pelotão. 





Mais a frente Contador foi atendido pela equipe médica e enquanto era enfaixado aproveitou para se apoiar no carro médico e ganhar alguns quilômetros.



Em La Haye, faltando aproximadamente 60km para o fim da prova os quatro ciclistas acima mencionados encararam um sprint intermediário e quem se deu bem foi Anthony Delaplace que cruzou a linha intermediária a frente dos demais. Logo depois Delaplace e Howes abriram 12 segundos para Barta e Howard e logo depois o pelotão os engoliu.  


E quando se achava que o pelotão iria acabar com a fuga, o que se viu foi um controle absoluto dos ciclistas, mantendo sempre menos de um minuto de diferença para os dois únicos ciclistas que resistiram na frente. 


O pelotão desde a altura do km 88 manteve o controle sobre a fuga

Esse controle aliás, durou muito mais tempo que o habitual em outras provas, pois quando se acreditava que no quilômetro 10 haveria apenas um pelotão, somente cinco quilômetros à frente é que a fuga foi neutralizada.

A partir daí o que se viu foi a organização das equipes para o bote final sendo que a Movistar, a Sky, a Etixx e a Lotto Soudal comandavam todo o resto, com alguns ciclistas de outas equipes se infiltrando entre os blocos das equipes entre eles Peter Sagan da Thinkoff e Mark Cavendish da Dimension Data.

No último quilômetro veio o sprint final dos aspirantes ao título da etapa que quase todos apostavam que pertenceria a Marcel Kittel pois além de especialista neste tipo de traçado era o ciclista mais forte no pelotão da frente. 

E quando as expectativas pareciam se tornar realidade Peter Sagan começou uma arrancada inesperada e assumiu a liderança da prova, mas não teve forças para segurar até o final e viu Mark Cavendish ultrapassá-lo para vencer a etapa de forma magistral.

E o ciclista da Tinkoff acabou tendo de se contentar com a terceira posição pois Marcel Kittel também o ultrapassou e conseguiu chegar dois segundos a sua frente.






Foi emocionante ver um ciclista que teve um passado recente de muitas glórias, mas não figurava entre os favoritos para essa prova. Vale frisar que a equipe Dimension Data não conseguiu formar sua fileira assim como as demais, sendo que somente um dos ciclistas do time conseguiu acompanhar Cavendish até o final.


Encerrada a etapa, tivemos a tradicional premiação para os vencedores do dia.





Mark Cavendish em quatro momentos: Saudado pelo Príncipe Albert de Mônaco, recebendo a camisa amarela de líder geral, com sua filha, recebendo o troféu de vencedor da etapa e com a camisa verde, dada ao ciclista que acumula mais pontos (bela coleção logo na primeira etapa)


Anthony Delaplace, o héroi da fuga, recebendo o prêmio de ciclista mais combativo da etapa. 


A camisa branca, que premia o melhor ciclista até 25 anos, foi para Edward Thenus


O escalador Paul Voss garantiu a famosa camisa branca com bolas vermelhas do Tour. Por incrível que pareça ele não figura entre os favoritos para vesti-la.

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